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terça-feira, 29 de março de 2011

Baú MA # 2 - Ensaio Fotográfico de Elizabeth Kasper

Por Lana de Oliveira (@llana_braga) 
Para essa segunda edição do Baú MA destacamos um ensaio de uma gaúcha que adora arquitetura, nas suas mais variadas formas e cores. As imagens são das fachadas de Porto Alegre, cidade linda em tudas as suas nuances arquitetônicas. 
Abaixo, o texto de apresentação da fotógrafa e suas lindas imagens.

** Baú MA - Esta seção contém textos publicados originalmente no MídiAtiva entre 2005 e 2006. **

Por Elizabeth Kasper
 

Minha paixão pela fotografia veio através do desenho. Muitas vezes tentei reproduzi-la desenhando. Descobri que a sensibilidade tanto para uma habilidade quanto para a outra é a mesma.
 

Ambas são arte, uma maneira particular de ver e reproduzir o que está ao alcance de nosso olhar e/ou de nosso sentimento. 
 

É o que tenho feito desde 2001, de uma forma totalmente amadora, instintiva e prazerosa. Com a máquina fotográfica ao alcance da mão constantemente passei a reparar em detalhes até então despercebidos e a registrá-los.
 

Minha preferência é, notadamente, fotografar prédios antigos de Porto Alegre, as nuances de suas fachadas, detalhes da arquitetura, cores, luzes e sombras, reflexos, detalhes.
 

Assim, minha relação com a fotografia é uma busca no sentido de desenvolver uma habilidade que me foi dada de presente a qual tenho a oportunidade de mostrar, oficialmente, aqui no MídiAtiva pela primeira vez.











***
Elizabeth Kasper é gaúcha, mora em Porto Alegre e é formada em História (apaixonada pela História da Arte). 
Quer saber mais? Acesse o Fotothing e o FlickR de Elizabeth.

sábado, 26 de março de 2011

O residencial mais alto do ocidente

Por Simone Ribeiro (@moluska)

Considerada o maior residencial do ocidente, a Beekman Tower (também chamada carinhosamente de  “Nova Iorque por Gehry”) está pronta. Localizado no Brooklin, em Manhattan, o prédio 76 andares e arquitetura clássica,  é uma criação do arquiteto Frank Gehry.



Detalhe das fachadas de aço inoxidável que com a luz do dia, criam um visual externo dando uma sensação de que a torre está sendo “soprada pelo vento”.


 a bela vista do skyline nova-iorquino  de dentro da Beekman Tower


detalhe das fachadas onduladas de Gehry


a torre, ainda em sua construção

do outro lado do rio

Um pouco da criação de Frank Gehry, em vídeo: 


[via]

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Livro reúne imagens de Gaspar Gasparian, pioneiro da fotografia moderna No Brasil

Coeditada pela Imprensa Oficial e Pinacoteca do Estado, obra traz cerca de 150 fotografias em preto e branco, produzidas entre 1940 e 1950. Lançamento acontece neste sábado,30 de outubro, na Pinacoteca, em São Paulo.

Fotógrafo que ajudou a impulsionar a fotografia moderna no Brasil, Gaspar Gasparian tem como marca de seu trabalho um agudo senso estético, com a busca de ângulos inusitados e construções geométricas com luzes e sombras em ambiente urbano. Foi um dos pioneiros do movimento pictorialista no país, que buscava aproximar a fotografia da pintura, conferindo caráter artístico à atividade.

Parte de seu trabalho está reunida no livro “Gaspar Gasparian: um fotógrafo”, lançamento da Imprensa Oficial em parceria com a Pinacoteca do Estado de São Paulo, marcado para sábado, 30 de outubro, a partir das 11 horas, na Pinacoteca – Praça da Luz, 2. As cerca de 150 imagens reunidas no livro, todas em preto e branco, ficarão expostas no local até o dia 14 de novembro.

As fotografias selecionadas para o livro são um recorte da produção de Gasparian, realizada principalmente entre as décadas de 1940 e 1950. Fazem parte da mostra uma série de naturezas mortas, todas montadas em estúdio, e cenas registradas em São Paulo e em viagens pelo Nordeste do Brasil. As imagens, verdadeiros desenhos em luz e sombra, refletem composições harmoniosas e leves, uma característica no estilo de Gasparian. São carregadas ainda de um tom poético que sempre marcou a obra do fotógrafo, premiado no país e internacionalmente. 

Gaspar Gasparian nasceu em 1899. Filho de imigrantes armênios, inicialmente dedicou-se ao comércio da família de roupas e tecidos, e chegou a fundar uma indústria, a Lanifício Brazilia. Empresário bem-sucedido, expandiu os negócios para outras áreas, como leite em pó, conservas alimentícias e óleo de algodão para comida. Ao tirar fotos da mulher e dos filhos, sem qualquer pretensão artística, Gasparian descobriu a paixão pela fotografia. Tornou-se então sócio do Foto Cine Clube Bandeirante, à época o principal fotoclube brasileiro, cujos integrantes tiveram papel importante na transição da fotografia amadora para a atividade profissional. A entrada de Gasparian foi fundamental para impulsionar o fotoclube. Além de ajuda financeira, trazia informações do exterior e, acima de tudo, produzia intensamente.

A entrada do movimento fotoclubista no Brasil ocorreu com aproximadamente meio século de atraso. A ideia surgiu em Viena, na Áustria, no final do século 19, concebida por fotógrafos que reivindicavam à fotografia o status de arte, já que até então a atividade não era considerada um processo criativo, mas sim o resultado de um ato meramente mecânico, muito mais dependente do maquinário do que do olhar do artista que o opera. Os criadores do fotoclubismo procuraram derrubar esse conceito, captando imagens que fugissem do naturalismo, por meio de trucagens, manipulação de negativos e exploração de temas até então mais próximos da pintura.

Depois de participar do fotoclube Bandeirante, Gasparian fundou o Grupo dos Seis, com outros cinco amigos fotógrafos. Sua casa, no bairro de Higienópolis, serviu de base para os encontros semanais do clube. Com um estúdio instalado no imóvel, os integrantes discutiam de quais exposições participar e de lá saíam para fotografar bem cedo aos domingos. 

O local servia também para experimentações e pesquisas sobre novas tecnologias de Gasparian, que chegou a adquirir uma máquina fotográfica para fazer fotos coloridas, mas morreu em 1966, sem chegar a trabalhar com cor. “Ele atravessou duas décadas completamente imbuído pelo ato de ver aquilo que os outros veem, mas no seu caso, enxergar tudo o que está em volta com o sentido da criação mais simples, portanto, sofisticada, transformando a realidade”, destaca Diógenes Moura, curador de fotografia da Pinacoteca. 

* Com informações da Assessoria de Imprensa da Imprensa Oficial