quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Post Tteste

Por Maria Fernanda Portolani (@Maricotaaaaa)

Sonhar, acreditar, persistir e transformar. Foi a conjugação destes verbos que se viu na tela do Cine Roxy, dia 07 de outubro, no lançamento do documentárioGuerreiros Sem Armas, promovido pelo Instituto Elos e In It Art Visual. Dirigido por Fausto Nocetti, o filme mostrou a experiência vivida por jovens do mundo todo que participaram do programa em 2009.


O documentário é vivencial. Rodrigo Alonso, arquiteto da equipe do Elos, narrou que a parceria com Nocetti começou em 1999, quando ele produziu um clipe para  explicar melhor o que é o programa. “Não conseguimos exprimir em palavras”, argumenta.  E na verdade, só com os sentidos inteiros é que se pode ter esta percepção.


O Guerreiro Sem Armas é um programa bianual, que reúne 50 jovens do mundo todo, com o desafio de transformar a realidade de um local a partir do jogo Oasis, metodologia desenvolvida pelo Elos para ações de mudança em conjunto com as comunidades no período de um mês. Em 2009 a atuação se deu em duas comunidades de Santos (Alemoa e Vila dos Criadores) e em uma do Guarujá (Prainha).


De acordo com Val Rocha, coordenadora de relacionamento do Instituto Elos, a existência da película tem um significado especial. O de acreditar, sobretudo noguerreiro2poder inspirador. Poder inspirador das ações concretas e das histórias que contam sobre coisas boas que acontecem. “O mundo que a gente vive não inspira transformação, o documentário tem esse papel de encantar, de mudar o mundo”, diz.


Paulo Farine, um dos guerreiros de 2009, ressalta a importância do que viveu, pois o fez perceber ser capaz de colocar seu sonho em prática. “Cresci ouvindo as pessoas demandando ações dos governantes e esperando por soluções vindas de especialistas ou autoridades. E agora vi que nós é que somos os protagonistas. Podemos fazer por nós mesmos”, salienta.


Os protagonistas, aliás, são estes jovens e as pessoas da comunidade, envolvidas na mudança do local onde vivem. Val Rocha explica se tratar de uma experiência de empatia com dedicação e energia entre os guerreiros e a população local, num impulso de fazer junto.


guerreiro1E no Roxy foi isso que se viu, pessoas das comunidades, guerreiros, equipe do Elos e espectadores compartilhando do mesmo sentimento. Mudar? Por que não agora? Ronaldo Pereira, morador da Alemoa, em Santos gostou. Não só do resultado do filme. Para ele, a passagem dos guerreiros por lá foi “fantástica”, e resultou numa “transformação espetacular”.


Pereira conta que a ação inicial do grupo gerou mais vontade nas pessoas de cuidar do local. “Nos dividimos para manutenção da praça construída e organizamos até encontro de grafiteiros”, conta.


Fernanda Macedo, produtora executiva e entrevistadora do documentário conta que a experiência foi um aprendizado para ela e para Fausto Nocetti. “O mais forte disso tudo é a mistura entre raças, classes sociais, crenças. A união entre todos eles é o ponto alto e é o que move a história e a vida de cada um até hoje.”


Ela espera trabalhar o documentário em festivais de cinema, TV, e levar essa mensagem para o maior número de pessoas. “A mudança é a esperança e a transformação do ser humano mais do que qualquer bem físico”, finaliza.guerreiro4


Ao final da sessão, uma grande ciranda tomou conta do Roxy, um rito que fortaleceu os presentes. Val Rocha deseja ainda que muitos jovens e comunidades assistam, “se sintam inspirados pelo que viram e façam a transformação em seus lugares”. Para quem quiser promover a exibição do documentário, basta clicar no link “quero levar o doc. para minha cidade” dentro do site da Elos Brasil.


Confira aqui, a entrevista exclusiva realizada com Paulo Farine, um dos jovens que participou do projeto Guerreiros sem armas.


Foto 1: divulgação Instituto Elos


Foto 2 : Fernanda Macedo


Foto 3, 4 e 5: divulgação blog Guerreiros Sem Armas

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